Grécia Parte II: Delfos e Meteora

Meteora é um sítio arqueológico localizado a 352 km de Atenas e o que você vê são montanhas (inúmeras) de rochas maciças com diferentes formatos, graças ao vento e a chuva que as esculpiram assim, mas não é só isso. Essa Pandora (do filme Avatar) conta com mosteiros da igreja ortodoxa grega nos topos de algumas dessas montanhas. Esses monastérios parecem que fazem parte da montanha, que “nasceram” assim. De fato é um lugar sensacional.

 

É possível ir até Meteora ou Kalambaka (que é a cidade base para o sítio arqueológico) de transporte público, o blog  360 meridianos faz uma descrição detalhada sobre como ir de trem ou de ônibus: como ir de Atenas para Meteora. Eu não fiz isso, pois queria passar por Delfos na ida para Meteora, então contratei um daqueles tours que tem nos panfletos do hotel. Era um ônibus que levou cerca de 12 pessoas, a primeira parada foi Delfos, onde os guias estão lá a postos e seguimos viagem para Kalambaka chegando lá à noite.

 

A hospedagem ficou por conta do Amalia Hotel Kalambaka na cidade que dá acesso a Meteora: acomodação em Meteora. Super confortável, com um visual incrível para as montanhas e um excelente café da manhã (necessário pois saímos super cedo para ver o nascer do sol nos mosteiros).

 

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Meteora significa “suspenso no ar” em grego. E assim é. São 20 mosteiros, apenas 5 dos quais habitados por monjes e 2 deles acolhem monjas também. Nos séculos XV e XVI os mosteiros receberam vítimas de perseguição religiosa durante a ocupação turca. Antes da visita, se você não estiver preparada com sua própria canga, os mosteiros te fornecerão uma (se você é mulher é claro). É possível ver na foto aí embaixo que “cara” tem a saia que é fornecida (já que eu não levei canga). Vistamos dois mosteiros, em um deles pode-se verificar um “elevador” que costumava içar mantimentos e até mesmo pessoas ao topo da montanha. Os monjes que ali vivem buscam o isolamento tão desejado no caminho espiritual.

 

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Use um sapato confortável, preferencialmente tênis. Algumas pedras na subida (em especial na descida) são escorregadias. Prepare-se para escadas e mais escadas. Apesar de ter ido no verão Meteora tem temperatura amena e se for no final da tarde vai estar friozinho, então leve um corta vento ou casaco leve. A cidade de Kalambaka é minúscula, mas há lojas de conveniência se precisar abastecer seu estoque para continuar a viagem. Parece uma cidade de interior, com os senhores e senhoras sentados nas calçadas em frente a suas casas e são super simpáticos, não falam inglês muito bem, mas te perguntam pelo menos de onde você é.

Segue aí um vídeo curto (de 3:15) da maravilha que é Meteora. Crédito: Elia Locardi. 

 

 

No meio do caminho fizemos a parada em Delfos. O mais famoso santuário da Grécia, o oráculo (na verdade) do deus Apolo que era considerado à época o centro do mundo. Reza a lenda que o futuro era previsto e não apenas questões políticas como também as do coração eram solucionadas. Havia uma pitonisa (a sacerdotisa do templo) que falava com aqueles que iam lá se consultar, falava em enigmas, mas para aquele que crê basta algumas dicas, não é assim? O suplicante trazia ao templo oferendas, a pitonisa se purificava cuidadosamente, sentava em um tripé e entrava em transe, durante o qual recebia as orientações de Apolo.

O sítio arqueológico providencia seus guias, então assim que descemos do ônibus havia um guia nos aguardando. Fizemos o passeio percorrendo as “ruas” de Delfos e recebendo a mitologia grega em pequenas doses enquanto tentávamos nos equilibrar nas pedras maciças.

 

 

Assim termina o passeio de dois dias. História e mitologia se juntam para fornecer uma ideia do que foi o passado helênico. Recomendo muito a ida aos dois lugares. Próximo post: Mikonos e Santorini. O primeiro cruzeiro a gente nunca esquece.

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