Marrocos Parte II: Saara & Aït-Ben-Haddou

A caminho do Saara, vindo de Marraquexese você ainda não viu, atravessamos a Cordilheira do Atlas e adivinha? Havia neve. Era novembro e já estava bem frio. Paramos para fazer guerra de neve (com o pouco que tinha no chão) e tiramos algumas fotos.

Paramos para dormir em um local maravilhoso. Chama-se Aït-Ben-Haddou. O lugar é conhecido como a fortaleza vermelha do país. Era uma cidade fortificada( ou ksar) que fica no sopé do Grande Atlas. A hospedagem foi no super típico Riad La Rose du Sable (Riad na Fortaleza vermelha). Pela manhã, num frio de rachar, pudemos ver o nascer do sol sob o vermelho da cidade.

Chegamos no ponto de partida do Saara ao por do sol (como sempre) e atravessamos em camelo até o nosso acampamento, quase chegando na fronteira com a Argélia. Tinha uma lua magnífica que nos guiava e transformava a areia vermelha do deserto em dourada. Cerca de 40 minutos a luz de lua chegamos em nossas tendas. Estava muito frio, aproximadamente 3º Celsius. A tenda restaurante, por assim dizer, estava preparada e comemos muito bem. Esquentamos nosso corpo e nossos corações com as canções típicas que o povo bérbere canta. Música para os ouvidos, literalmente. 

Ficamos em um acampamento bérbere próximo ao Auberge du sud (um hotel que parece maravilhoso) nas dunas de Erg Chebi situado alguns quilômetros antes de Merzouga (uma aldeia bérbere situada na província de Errachidia). As tendas são de pano e apesar dos inúmeros tapetes o frio entra pelas frestas. É uma aventura dormir no deserto numa aldeia nômade. Se você aprecia mais a aventura do que o conforto, eu super recomendo.

O majestoso Saara:

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A palavra deserto vem do árabe. O povo bérbere é o maior grupo de nômades que vive no Saara. Eles se adaptaram ao rigor climático do deserto e como andam de camelo são transportadores de peles, especiarias, tecidos e assim por diante. Esses mercadores do deserto cuja língua se subdivide em 25 outras e mais de 300 dialetos, agora se converteram ao islã (em sua grande maioria) e muitos deles vivem em comunidades nos oásis do Saara.

A música desse povo nômade é maravilhosa:

 

O Saara e os nômades foram a melhor parte da viagem. A cereja do bolo mesmo. Comprei um cd com músicas típicas e um pedacinho do meu coração ficou lá nas areias vermelhas do deserto. Voltaria com certeza e ficaria mais tempo no Saara. Vale super a pena. 

Próximo post: Fez, a capital espiritual do Marrocos. Boa jornada!

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