Japão – Parte II: Tóquio, a magnífica

O desafio maior era a viagem em si. Chegar em Narita (o aeroporto internacional de Tóquio) foi só o começo: Aeroporto. De lá é necessário pegar um trem: o Narita Express: Trem expresso do aeroporto para ir até a estação central que se chama: Tokyo (fácil né?), são 53 minutos de percurso. Logo depois que você pegar sua bagagem se dirija ao balcão de informações turísticas, pegue seu mapinha (eufemismo aqui), pergunte onde comprar o passe do Narita Express. Chegando na estação Tokyo você certamente vai pegar outro trem até a estação próxima a seu hotel, no meu caso a estação chamava-se Kamata. Reservei pelo hostelworld, comentei no post anterior, lembra? Super confortável, banheiro imenso (tinha até banheira), vaso sanitário high-tech (com música e tudo mais) e bastante espaço, considerando que é o Japão e espaço não é exatamente o forte do lugar.

 

Cheguei à noite em Tóquio debaixo de uma chuva fina (nos 15 dias seguintes fez um céu de brigadeiro). Saí para procurar algo para comer e tirar umas fotos. Segue aí a fantástica cidade feita de luzes e preparada para o nosso Natal (já que há poucos cristãos por lá ):

 

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No dia seguinte fui até o Palácio Imperial que na verdade só é possível visitar em duas ocasiões: No dia 02 de janeiro (a saudação ao novo ano) e 23 de dezembro, que é o aniversário do Imperador, nessas datas são organizados eventos onde a entrada do público é permitida. Infelizmente cheguei a Tóquio na antevéspera de Natal, dia 23 de dezembro à noite. De resto o acesso é permitido tão somente aos jardins da área leste. Estação: Tokyo. Saída: Marunouchi. Cheguei em boa hora, as cores douradas do outono ainda estavam por lá:

 

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Shibuya (o que Shibuya tem para oferecer) é o cruzamento mais movimentado do mundo (mundo como conhecemos). É o encontro de cinco ruas e fica bem em frente a uma das estações de trem e metrô mais movimentadas de Tóquio, por isso é o mais caótico. Ali também fica a estátua de Hachiko ( que estava vestido à caráter para o Natal). Os americanos fizeram um filme contando a história do cachorro que esperava seu dono todos os dias na estação com o Richard Gere (lembra dele?): Sempre ao seu lado. Estação: Shibuya. Linha: Yamamote da JR.

 

Tenho que fazer um adendo aqui: é fato que tem muita gente , mas a rua 25 de março (aqui em Sampa) também tem. E no tal cruzamento ninguém se acotovela, passa por cima ou pisa no seu pé. É uma muvuca mega organizada. Os japoneses se desviam uns dos outros com uma precisão absurda: 

 

 

 

Lembro-me que no Marrocos as cidades que percorri eram conhecidas por suas cores: Fez era azul (por conta das cerâmicas), Marraquexe vermelha (a cidade foi toda construída em tons de ocre) e Casablanca, adivinha? Branca. Tóquio para mim tem a cor de Marraquexe, só que mais viva : forte, pulsante, apaixonante e esmagadoramente vermelha:

 

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Há muitos blogs e fotos sobre a capital do Japão, com roteiros sugeridos e afins. Creio que imperdível é o Parque Ueno: O Ibira  ( o Ibirapuera de lá) e a pé você pode ir até o templo mais antigo da cidade: Senso-ji. Fica em Asakusa. Prepare-se para a quantidade de gente. Respira e vai na fé. Vale a muvuca. Tudo enorme. Das lanternas as construções menores. O parque (acima mencionado) foi meu xodó em Tóquio. Fiquei encantada com a diversidade de tons e dizem que na época das cerejeiras em flor é ainda mais fascinante. Estação de metrô: Ueno. Linha Yamamote da JR. A linha Ginza do metrô também passa por aqui.

 

Para quem gosta de tecnologia não dá para perder Akihabara, é um bairro considerado a “meca dos nerds”. A avenida Chuo Dori e suas ruas transversais conta com inúmeras lojas de artigos eletrônicos, além de outras especializadas em quadrinhos japoneses (mangá): Eletrônicos e mangá . Eu adorei. Não comprei nada (é claro), mas amei. Estação de metrô: Akihabara. Linha Yamamote da JR.

 

A Tóquio skytree tem 634 metros, o elevador (que sobre mega rápido e é cheio de estrelinhas dentro) vai até o 360º andar e a vista é muito legal, foi considerada em 2011 a torre mais alta do mundo: Skytree.Estação de trem: tobu skytree. Linha de trem: Tobu skytree line. Anexado a torre há um shopping. O acesso a praça de alimentação é meio complicado, mas vale dar uma espiada ou comer alguma coisa por ali , já que a espera pode ser longa (para subir na torre).

 

Uma cidade “dicotômica”. Da modernidade (que às vezes te faz sentir em Blade runner) aos templos antigos no  parque Yoyogi como o Meiji: Templo Meiji. Estação do metrô: Harajuku, linha Yamamote (uma circular da JR), sáida: Omotesando. Outro templo famoso dentro da cidade é dos 47 ronins, chama-se Sengaku-ji : Templo dos 47 ronins . A lenda (história?) conta como 47 samurais se tornaram ronins (samurai sem senhor) e no templo se encontram os túmulos dos 47 bravos guerreiros. Estação do metrô: Shinagawa, linha Toei Asakusa, baldeação na estação Ueno ou Tóquio (a estação Sé de lá). O templo em si é um deslumbre. Fica um pouco distante do centro, mas se você viu o filme: 47 ronins ou se interessa pela cultura/estilo de vida samurai vai querer dar uma passada.

 

 

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Faça o roteiro que for mais parecido com você, tem para todos os gostos, é uma cidade “multi” em tudo. Mas não deixe de ir. Tóquio, a magnífica. Me apaixonei e lá deixei mais um pedacinho do meu coração. Próximo post: Quioto, onde as pessoas te cumprimentam na rua.

3 comentários sobre “Japão – Parte II: Tóquio, a magnífica

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