Dinamarca Parte I: Copenhague

Copenhague sempre esteve na minha lista. Desde os contos de fada de um de seus ilustres habitantes Hans Christian Andersen até os blocos de montar em forma de castelos com seus tetos vermelhos (não era lego) e suas torres verdes. Eu fui ver a Aurora na Noruega, mas meu país de desejo era a Dinamarca. O roteiro da capital e o bate e volta estavam prontos, roupas para um frio mais agradável, informações sobre transporte e alimentação, enfim, tudo certo para ver os castelos.

 

Entretanto minha primeira impressão foi : segregação. Percebe-se que as pessoas andam em grupos e que não há miscigenação de forma alguma. Cada um no seu canto: paquistaneses, indianos, africanos (em menor número) e brancos separados em grupinhos. O povo é educado, mas não interage. Respondem aquilo que você pergunta, mas não entabulam conversa. Depois da Noruega fiquei um tanto decepcionada.

A segunda impressão: desculpe, estamos em construção. O metrô está sendo ampliado e há obras por todo lado na capital. Tira um pouco a beleza do lugar e causa congestionamento.

A terceira e última: há pessoas no aeroporto e em todos os lugares. Ufa! Alívio total.

 

É uma cidade muito bonita. Há muito o que se ver:

 

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O sistema de transporte é maravilhoso, desde o metrô (que é super simples com duas linhas apenas) até os trens (são seis linhas) e ônibus. É possível comprar um passe para 24, 48 ou 72 horas (comprei o último) ao descer no aeroporto dirija-se para o local de venda de bilhetes, cujo valor é relativamente acessível DKK 200,00 (cerca de R$ 113,91) que você pode usar para todos os meios de transportes (dentro de determinadas zonas da cidade, as zonas da capital). Não é necessário validar o bilhete, esteja com ele no bolso do casaco para o caso de algum funcionário do trem ou metrô pedi-lo. Se você não estiver portando o bilhete, a multa sai por DKK 1.700,00 ( cerca de R$ 968,29). É possível comprar o ticket nas lojas de conveniência além dos quiosques de venda oficial e máquinas, é claro.

 

Fomos a 2 castelos que ficam situados em North Sealand Kronborg e Frederiksborg, ao norte da capital, o primeiro fica na estação Helsingør e o último em Hillerød. Eu achava que o bilhete de 72 horas cobria aquela zona, mas não era essa a real. Um guarda no trem pediu nossos bilhetes e quando viu fez aquela cara de professor desapontado com as alunas. Levou a gente para o meio do vagão (longe dos olhos curiosos) nos sentou nos “banquinhos do pensamento” e deu uma bronca. Não nos cobrou a multa acima mencionada (provavelmente porque éramos turistas), mas o “pito” que ele passou valeu para o resto da viagem. Chequei mil vezes se o bilhete que eu estava comprando era o correto. Ô mico viu?

 

Os castelos em North Sealand:

 

A estação central chama-se København (como a nossa estação da Sé) Metrô de Copenhague e é para lá que você vai se dirigir todas as vezes que for fazer baldeação (há outras opções é claro, mas essa é a mais confortável). Na estação central além de restaurantes, máquinas para a venda dos bilhetes, supermercados com produtos orgânicos e cafés, há um posto de venda de tickets (com pessoas de verdade, não máquinas) onde você pode comprar bilhetes para todos os trens fora da cidade, inclusive para a Suécia (fizemos um bate e volta para Mälmo- próximo post) com antecedência e perguntar as suas dúvidas. Fora da estação central – à esquerda- você vai encontrar aquele lugar que eu adoro ir: centro de informações turísticas:  Centro de Info. Os atendentes são simpáticos e te dão mil dicas, mesmo que você já tenha o seu roteiro é legal para pegar o mapa, horário de abertura das atrações e tirar dúvidas em geral.

 

Come-se bem e em qualquer lugar, há cafés e restaurantes com cardápios do mundo inteiro. A média de preço é DKK 100,00 (cerca de R$: 56,95). Ficamos em um hotel muito simples, para dizer o mínimo, Hotel em Copenhague. O quarto era muito pequeno e o banheiro era “misturado” com a pia , separada do vaso sanitário apenas por uma cortina (daquelas de plástico). Enfim, um “muquifo”. Não recomendo pelo conforto (não há), porém é próximo da estação de trem Tårnby e apenas duas estações do aeroporto. Pela facilidade de transporte eu fiquei no local( já que pegaria um voo às 6:00) bem como pelo valor da estada.

 

Há uma mistura de Viena com Amsterdam em Copenhague. O melhor da cidade sem dúvida é Cristiania (Christianshavn) Cidade livre, uma free town (a sociedade alternativa) com uma arquitetura moderna e uma vibe descontraída, não deixe de pegar um barco e fazer um passeio pelos canais:

 

Procurei o red light district na capital. As pessoas não te informam ou o fazem pela metade. Fui de qualquer forma às ruas Vesterbro e Nørrebro, mas não encontrei nenhuma luz vermelha ou moças em vitrines. Devem ter exportado as pessoas que trabalhavam lá. Há muitos cafés e restaurantes e é considerado, hoje em dia, o bairro gourmet e hipster da capital. Segue o link: Red Light District.

 

O próximo post é sobre Odense e Mälmo. Comentem e boa viagem.

2 comentários sobre “Dinamarca Parte I: Copenhague

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